sexta-feira, 5 de junho de 2009



Um voo trágico nos faz repensar a vida
por ruth de aquino




“Com sorte, você atravessa o mundo. Sem sorte não atravessa a rua” (Nelson Rodrigues)Ontem foi um dia diferente para todos nós. Um dia mais duro. Em que se acorda com a notícia de que um avião sumiu no oceano com 228 pessoas a bordo. Famílias, casais enamorados, oito crianças, um bebê, passageiros mal-humorados, outros de bem com a vida, os que tossem, os que roncam e os que não dormem. Gente que ia e gente que voltava. O avião saíra do Rio, ia para Paris, e desapareceu do radar na altura de um de nossos paraísos, o arquipélago Fernando de Noronha. Tempestade em “zona de convergência intertropical”, raios, trovões, pane elétrica, nuvens espessas – as chamadas cumulus nimbus – e o sumiço nas águas. Ou no céu. Uma das hipóteses é que o Airbus A330 da Air France tenha se desintegrado no ar antes de cair no Atlântico.Meu filho de 22 anos, candidamente, me disse, sentado a meu lado em frente ao computador.“Mãe, da próxima vez que você viajar, sei lá, olha antes a meteorologia”.Faço muito essa rota, sempre pela Air France. Vivi em Paris como correspondente vários anos.Eu respondi: filho, quando tem que ser…Há gente que passa a vida inteira sem viajar de avião por medo. E pode acabar atropelado na calçada. Vamos morrer todos um dia e, como diz um amigo meu, o psicanalista Luiz Alberto Py, “é mais saudável sentir medo do provável que do possível”. Possível tudo é. Nunca senti medo de voar. Costuma me bater uma calma até estranha quando me sento no avião. Lembro uma vez, quando viajava com meu ex-marido físico (cujas mãos ficam suadas ao voar) e ele me disse: “Não, Ruth, você está de provocação. Vai começar um capítulo do livro na hora de aterrissar?” Há dois anos, fiz um vôo de asa-delta, saltando da Pedra da Gávea, com um instrutor. Sobrevoei um vulcão no Chile com um Cessna, em dia de ventania, vendo a lava f umegante. Fiz várias “loucuras”, como descer de helicóptero militar numa zona minada em Angola em tempos de guerra, ou andar num carro dirigido pelo inglês Nigel Mansell no circuito de Interlagos com a pista molhada. Não me lembro de ter sentido medo, apenas adrenalina. O jornalista costuma ser, sim, um pouco irresponsável com a própria vida. Mas a vive com paixão.Esses passageiros que iam para Paris não faziam nenhuma loucura. Como ouvi ontem de um especialista, é mais fácil morrer voltando de táxi para casa do aeroporto, depois de perder o avião por alguma eventualidade. Cerca de 85 mil aviões comerciais decolam por dia no mundo. Este não chegou ao destino.
Entre os 58 brasileiros que embarcaram no Galeão, havia, como em todos os voos, gente nascida em vários estados, de todas as idades, para quem Paris significava trabalho, prazer, volta para casa, ou simples escala de conexão. A jovem Ana Carolina, de 28 anos, trabalhava em comunidade carente no Rio com crianças e jovens envolvidos com violência armada. A família gaúcha Chem – cirurgião plástico, psicóloga e filha executiva – ia para a Grécia passar um mês de encantamento. Havia um oceanógrafo. O maestro que iria reger em Kiev, na Ucrânia. Uma cantora e dançarina. Professores universitários, engenheiros, executivos. Um deles, da Vale, ia a Paris receber um prêmio. Um Orleans e Bragança, descendente de dom Pedro II. Um casalzinho em lua de mel – a cerimônia tinha sido no sábado. Também estavam no voo 447 alguns brasileiros que voltavam para a Europa após visitar as famílias no Brasil. Mais e mais fragmentos de vida vão surgir e nos entristecer esta semana.A tragédia do Airbus A330 não apenas nos enche de dor. Ela nos confronta com nossa fragilidade. Dá medo sim. De sumir, de deixar de existir para quem amamos sem ter tempo de mandar um SMS, e de fechar precocemente a agenda da vida quando ainda há tanto a fazer. Mesmo os jovens, que se julgam imortais, imunes a quase tudo, sentem um aperto. Num momento assim, quem brigou faz as pazes. Quem se lamenta por frivolidades dá um tempo. Há uma celebração interna por estar vivo. E me invade uma tremenda vontade de continuar aproveitando tudo com intensidade.Como dizia nosso grande cronista Nelson Rodrigues, “sem paixão não dá nem pra chupar um picolé”.
Você é apaixonado pela vida? Ainda tem tempo.



"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver." Gabriel Garcia Marquez

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Operadora Oi é condenada a pagar R$ 6 mil a transexual



Operadora Oi é condenada a pagar R$ 6 mil a transexual


A empresa de telefonia Oi foi condenada pela Justiça do Rio a pagar uma indenização de R$ 6 mil por danos morais a uma transexual. Paula foi ofendida durante uma conversa comercial com um operador de telemarketing da Oi, que tentava vender um plano de ligações telefônicas. Segundo a transexual, a conversa teve um início amistoso, mas não terminou de forma agradável. Quando questionado sobre a qualidade dos serviços que estava oferecendo, o operador ofendeu a cliente chamando-a de "enrustido", "veado", "incubado" e "travesti". "O erro do funcionário, talvez, foi achar que eu não tomaria nenhuma atitude. Ele se enganou. Tenho identificador de chamas (bina) e descobri que setor da Oi ele estava falando", disse Paula à reportagem do Diário de São Paulo, de domingo (03/05).


A ligação aconteceu no dia 7 de outubro do ano passado. Após o ocorrido, a vítima procurou ajuda na ONG Projeto legal, que defende os direitos humanos, e a instituição entrou com uma ação no 4º Juizado Especial Cível contra a empresa. "Eu não estava interessada no dinheiro. Queria mostrar, apenas, que ser transexual não é crime", afirmou a vítima.O Juizado considerou que a empresa desrespeitou o Código de Defesa do Consumidor ao não explicar de maneira cordial à cliente as qualidades do serviço.


Em nota, a Oi afirmou que pauta seu relacionamento com os clientes pelo respeito e pelo profissionalismo e que o repúdio a qualquer tipo de discriminação é um dos pilares do atendimento e da cultura da companhia. Quanto a multa de R$ 6 mil reais à transexual, a Oi ainda pode recorrer da decisão da Justiça.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meu aniversário!

























Ontem completei meus 27 aninhos..affff!!!


Foi muito divertido passar com as pessoas que tanto gosto. Foi uma noite animada na boate, onde tomei téquilla e fiquei muiiitttoooooo animado.


Obrigado a todos que compartilharam esse momento comigo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Madonna encerra turnê "Sticky & Sweet" em São Paulo

palco

Madonna completou 58 shows e mais de cem horas no palco ao encerrar, neste domingo (21), em São Paulo, a turnê "Sticky & Sweet". O último show da cantora na capital paulista, onde ela havia tocado em 1993, começou com mais de duas horas de atraso no estádio Morumbi e terminou com ela dizendo ser "a mulher mais sortuda e mais cansada do mundo".

Por volta das 22h15, Madonna deu início ao espetáculo, marcado para começar às 20h. Com "Candy Shop" abrindo o repertório, a cantora seguiu o mesmo roteiro das outras 57 vezes que apresentou o show em outros países, desde agosto. Durante duas horas no palco, ela cantou 20 sucessos da carreira, encerrando com "Give It 2 Me", quando a mensagem de "Game Over" apareceu no telão.
Repetindo o protocolo das outras apresentações, Madonna reservou um momento de improviso em seu show para atender o pedido de uma música dos fãs. No entanto, neste domingo, ela recusou o pedido (que era "Deeper and Deeper") e decidiu escolher o que cantar: "Like a Virgin" --a mesma música foi escolhida pelo público na quinta-feira (18).
Este foi o terceiro e último show da cantora em São Paulo dentro da turnê "Sticky & Sweet". O primeiro foi na quinta, quando Madonna cantou para 67 mil pessoas. A outra apresentação aconteceu neste sábado (20).
A cantora também se apresentou no Rio de Janeiro no domingo (14) e na segunda-feira (15), quando cantou e dançou para cerca de 130 mil pessoas ao todo. A primeira apresentação no Rio aconteceu sob forte chuva. Devido ao piso molhado, Madonna escorregou e caiu no palco durante o show.
Todos os shows dessa turnê no Brasil tiveram como atração de abertura o DJ Paul Oakenfold. Durante suas apresentações, o inglês tocou músicas remixadas de Nelly Furtado, Rihanna, Britney Spears e White Stripes, entre outros.

Estrutura da turnê
Para realizar os shows no Brasil, Madonna mobilizou toda uma cidade, que vai além dos fãs. Só em São Paulo foram convocados 800 policiais civis e militares para garantir a segurança dentro e fora do Morumbi. Por causa da turnê, o trânsito local foi alterado e esquemas especiais de tráfego foram elaborados.

Com a turnê que divulga seu mais recente disco, "Hard Candy" (2008), Madonna deve arrecadar cerca de 280 milhões de dólares (cerca de R$ 662 milhões) apenas em entradas. Só no braço norte-americano da turnê, por exemplo, a cantora vendeu 550 mil ingressos e arrecadou 91 milhões de dólares. Até agora, já foram somados mais de 207 milhões de dólares com os shows.
A "Sticky and Sweet Tour" começou em agosto na cidade de Cardiff, no País de Gales. Os shows passaram pelos Estados Unidos, Canadá, Europa, Argentina, México, Chile e chegam ao fim no Brasil.
Veja o repertório que Madonna apresentou na turnê "Sticky and Sweet":
"Candy Shop"
"Beats Goes On"
"Human Nature"
"Vogue"
"Die Another Day" (vídeo)
"Into the Groove"
"Heartbeat"
"Borderline"
"She's Not Me"
"Music"
"Rain"/"Here Comes the Rain Again" (vídeo)
"Devil Wouldn't Recognize You"
"Spanish Lesson"
"Miles Away"
"La Isla Bonita"
"Dolli Dolli" (canção romena)
"You Must Love Me"
"Get Stupid" (vídeo)
"4 Minutes"
"Like a Prayer"
"Ray of Light"
"Hung Up"
"Give it 2 Me"

Fonte: www.uol.com.br

Madonna – Sticky & Sweet Tour – Morumbi/SP